quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo, de novo!


De novo estamos às portas de um novo recomeço.
Só Deus sabe onde isso vai dar.
Esperemos um pouco mais de tranquilidade e paz de espírito, que pedir alguma coisa a mais fica parecendo até abuso.
Mas, não tem outro jeito.
É pular as sete ondas de lei, florzinha pra Iemanjá, um pedido e um obrigada para não parecer ingrata.
Então, só resta o desejo de um ano maravilhoso, cheio de amor e paz no coração.
Beijo grande.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão - lá e cá

Imagem da Ponte Hercílio Luz, iluminada apenas na parte continental


Com o blecaute ocorrido ontem em diversos estados brasileiros, relembrei daquele que ocorreu aqui em Floripa em outubro de 2003.
Lá se vão seis anos e revivi todo o caos decorrente.
Reproduzo aqui o que escrevi na época, contando como sobrevivi à falta de coisas corriqueiras que não nos damos conta da necessidade.
Por aqui, levei meio na brincadeira pois não tive que enfrentar o caos no transporte público, hospital, nada sério assim.
Estava no conforto da minha casa, com toda a minha família protegida.
Portanto, o "tom" brincalhão fica por conta da experiência pessoal.
Foi assim mesmo como estou contando.

É tudo verdade.

"BLECAUTE
Hoje sou obrigada a "roubar" o assunto do amigo.
Sim, haverá nesta ilha outra coisa a falar que não seja do apagão?
Três dias e duas noites de escuridão total. Senti-me praticamente em "noviórque". Estávamos com o pé no primeiro mundo.

Na quarta-feira estava em função de fazer uma transação bancária quando deu-se o infausto acontecido. De lá para cá foram dias de suplício e incredulidade.
Na primeira noite estive a ponto de cortar os pulsos com tesourinha. Não tinha um mísero radinho de pilha que me colocasse em sintonia com o que estivesse acontecendo. Nem mesmo uma prosaica lanterna, nem das potentes nem das mixurucas. Nenhuma mesmo.
A casa transformou-se numa espécie de altar de tanta vela acesa. O mau humor e o tédio desceram sobre nossas cabeças. As meninas desoladas, nem novela nem internet. A vó recolhida no seu quarto provavelmente rezando aos santos seus amigos que dessem um jeito na situação. Eu mesma que não sei ficar parada, me armei de papel e caneta e me propus a colocar a correspondência em dia. Até o pobre do Zulu andava perdido pela casa, mais covarde do que nunca, sabendo que havia algo muito errado no ar.
Tarde da noite dei-me conta que não ficaria só na escuridão, que desgraça pouca é bobagem.
E a água?
Claro, que acabando a reserva da caixa, cadê motor para puxá-la?
Tome a juntar baldes e panelas.
Quinta de manhã resolvi providenciar o kit apagão que não ia passar mais uma noite às escuras, sem informação e com mais um agravante, sem banho.
O comércio praticamente fechado, uma ou outra biboca aberta.
Saldo da peregrinação: uma lanterna, um radinho de pilha, as pilhas, água, maço de velas e caixas de fósforo. Isso tudo em vários lugares diferentes. Onde tinha lanterna não tinha pilha, onde tinha vela não tinha fósforo. Essas coisas práticas...
Como não sou muito certa da cachola cismei que ia pintar o quarto das meninas. E fiz bem isso mesmo. No meio do caos estava eu respingada de tinta com tudo revirado pela casa.
Pior, o banho foi de canequinha.
Aí veio a segunda noite de trevas.
Para nossa diversão apareceu um helicóptero com um facho imenso de luz que deve ter dado umas quatrocentas voltas aqui por cima. Já estava uma farra. Eram sinais com a laterna para os prédios das proximidades, altos papos com os vizinhos das sacadas, fotos do helicóptero cortando a escuridão. Já estava até animado.
A noite passou com o bendito radinho ligado na cabeceira da cama contando tudo o que acontecia na cidade-fantasma.
E amanhececeu o terceiro dia.
A essas alturas a pia de louça era uma montanha, escovar os dentes era com água em copo, lavar o rosto uma jogada rápida de água na cara.
Se fosse só xixi, que não se houvesse desperdícios de água. Que fosse se acumulando. Só se usasse água se o "trabalho" fosse de maior intensidade.
E veio a tarde, e com ela finalmente fez-se a luz novamente. E com a volta dela, a volta da água também. Daí para a frente foi só correr para o chuveiro mais próximo. E chegar a conclusão que é preciso muito pouco para ser feliz."

Publicado no blog "Mamãe do Zulu", já encerrado

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Meu amigo Mané


Já está até calor e "minha casinha" aqui abandonada.

É que a vida anda atrapalhada e o tempo disponível insuficiente para para tantos apelos.


No exílio do momento, consegui, finalmente ler meu amigo Geraldo Simas no seu "Eu, Mané".
Que viagem.
A narrativa é uma delícia e me transportou no túnel do tempo para uma Florianópolis das décadas de 60 e 70 que ficou lá atrás na minha infância e adolescência.
Senti até o cheiro das pitangueiras de Canasvieiras que, infelizmente, sucumbiram ao desenvolvimento e ao progresso.
Conheci a praia da minha infância com uns 4 ou 5 anos com meus pais em seguidos verões de meia dúzia de casas e um único hotelzinho. Já contei isso em outro post.
Pois o "danado" me refrescou a memória na descrição rica em detalhes daquele pedacinho da Ilha, para mim tão cheio de encantamento.
E, de lá, pelos olhos de um menino (ele próprio?), veio contando a história da cidade, a nossa história contida nestes anos.
Não escapou nada nem (quase) ninguém daqueles tempos.
Dos personagens da cidade pequena ao "modus vivendi" de uma geração.
Adorei embarcar e re-visitar um lugar que já não existe mais a não ser dentro de nós mesmos.
Tenho muita saudade desse tempo e de tudo que vivi. Saudosismo? Claro que sim!
Afinal, relembrar o que foi bom e o sentimento de felicidade que deixou é para quem foi feliz.
Quem não foi, abafe o caso e esqueça que teve um passado, né mesmo?
Valeu, amigo Geraldo!
Me avise o lançamento do próximo. Já estou esperando.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Que frio!



Diazinho miserável, credo!
Frio e aquela garoa fininha que consegue molhar até a alma do vivente.
Isso aqui é uma ilha, o que nos remete ao sol, calor, praia, enfim, nada compatível com este tempo me-do-nho que nos assola.
Como estou em regime de “prisão domiciliar” e o único dia da semana disponível é terça-feira, marquei um café com as Filhas de Maria.
Comecei meus preparativos e resolvi adiantar o expediente. Depois do banho já coloquei meu pijaminha por baixo que não estava disposta a sentir frio nem na saída e muito menos na chegada.
Achei pouco. Foi mais uma camiseta, uma blusinha de gola rolê e um blusão de lã.
Na hora de fechar a calça quase pedi ajuda às forças armadas. Aquele zíper não fechava era nunca. Arrematei a trouxa com um mantô e uma echarpe amarrada no pescoço para me garantir.
Ah, duas meias e botas.
Salve Mãe de misericórdia! Senti-me um robô. Quentinho, mas...um robô.
Já saí de casa rindo sozinha, imaginando o caso de alguma emergência.
Sei lá, uma paixão fulminante (claro que praticamente impossível), ir parar num hospital, qualquer coisa que me fizesse ser obrigada a tirar aquilo tudo.
No primeiro caso, um breve contra a luxúria, no segundo morria antes do atendimento.
Ainda em casa, dando um tapa no visual, deparei-me com um fio preto saindo diretamente do meu queixo. Jesus toma conta! Barba? Eu agora vou criar barba ?????????? Estou “passada” até agora.
O papo, como sempre, rolou frouxo.
Os assuntos são interessantíssimos, pena que todas falem sobre tudo ao mesmo tempo. Fica tudo pela metade.
Passeando pelo quesito “estou acima do peso”, as definições eram ótimas.
Uma não está gorda, tem ossos mais pesados.
A outra tem “anorexia”, o espelho é que a engana.
Uma terceira é magérrima no seu próprio espelho. No da loja ela quer saber “quem é aquela gorda que está me olhando”... e por aí vai.
Claro que tem o papo sério e os assuntos são colocados mais ou menos em dia, mas, isso não tem graça para contar.
Foi muito divertido e pude passar uma tarde relaxada e agradável junto com as minhas queridas amigas.
Matamos as saudades e até ameaçamos uma feijoada numa próxima terça-feira.
‘Tô’ levando fé não...

domingo, 12 de julho de 2009

Bye, bye Michael



Alguém aí, pelamordedeus, faça alguma coisa.
Ainda existirá quem esteja interessado no massacre da mídia em cima da morte do Michael Jackson?
Não aguento mais.
Enquanto for possível algum lucro, algum espaço, isso vai continuar a nos torturar.
Abuso de drogas, overdose, doença e/ou assassinato? Hein?
Aquele "circo" armado no velório está sendo cobrado do povo. Um milhão de dólares!
Quem mandou ficar quase duas semanas se amontoando e se esgoelando na rua?
No dia seguinte já não havia mais nem gente e, muito menos, uma flor murcha sequer.
Bastou apagar o último refletor e desligar os microfones.
Não foi enterrado nem cremado e ninguém sabe o paradeiro daquele esquife.
Agora estudam o cérebro da criatura.
Nem filme "B" de ficção científica conseguiria tanta imaginação.
'Tá' certo que era uma estrela pop, dançava muito, cantava e era doido. Um prato cheio.
Mas, precisa isso tudo?
Todos os canais de tv exploram o mesmo assunto.
Enquanto Michael Jackson estiver no topo da parada de sucessos, nossos políticos abafam um escândalo por dia e o povo se esquece deles.
Credo, deixa o cara virar purpurina logo para que possamos descansar em paz.

sábado, 4 de julho de 2009

Pudim dos Infernos

Em homenagem à Maat que vai entender direitinho o assunto que vou relatar.


Credo! Quanto tempo não venho aqui.
Ando com a vida virada do avesso mas, hoje tenho que contar um ocorrido agorinha mesmo.
Deus, quando me jogou no mundo, estava decidido: "Filha, não te metas na cozinha. Este lugar jamais será a tua praia". Tinha eu que me meter?
Pois é.

Ana Luíza chegou em casa cobrando o pudim de leite condensado prometido.
Com muito esforço cheguei ao livro de receitas e, para minha surpresa, não tinha nenhuma.
Deve ser um troço tão sem vergonha que nem carece receita.
Joga no Google.
Beleza! Uma receitinha ma-ra-vi-lho-sa, facílima e, melhor, de microondas.
Para quem, como eu não tem a menor intimidade com o assunto, achei o máximo.
6 colheres de açúcar, 6 de água, 3 minutos. Se ficasse muito clara a calda, mais 1 minuto.
Assim fiz.
Acabada a operação, tirei o recipiente plástico e deu-se o infausto.
Veio tudo junto. O fundo do pote derretido e a calda do pudim. Tudo escorrendo pelo forno, pelos móveis, pela pia, pelo chão, pelo caramba a quatro.
E aquilo seca automaticamente e vira uma estalactite indestrutível.
O tapete da cozinha já tem destino certo - o lixo! Nem que fosse um persa bordado em ouro teria salvação. Perda total.
Aquilo deve colar de unha quebrada a ogiva nuclear.
Ana Luíza, aquela insensível, passou ao lado e exclamou: "Mamãe!"
Não moveu sequer a sobrancelha quanto mais os bracinhos para me ajudar.
E dê-lhe detergente, água fervendo, faca de ponta, palha de aço e muita força para limpar aquele mundo doce e vitrificado de uma calda de pudim.
Fico besta quando escuto as narrativas culinárias das minhas amigas prendadas que têm a facilidade e a competência no trato das panelas.
Eu, sinceramente, sinto-me um elefante na loja de cristais.
Agora, o miserável está lá, deitado no forno convencional, mergulhado em banho-maria (ainda tem esse hífen?) olhando pros meus cornos com cara de desprezo.
Por que não sigo meu próprio conselho? Tão simples. "Compra pronto".

domingo, 8 de março de 2009

8 de Março


8 de março - Dia Internacional da Mulher.
Então..."viva nós".